Falar verdade a mentir

06-03-2018

Trabalho apresentado pelo aluno Diogo Dias, do 8.º ano, turma C.

Elementos paratextuais

  • Título: Falar verdade a mentir
  • Autor: Almeida Garrett
  • Editora: Porto Editora, S.A.
  • N.º de páginas: 64
  • Ano da última edição: 2007

Biografia de Almeida Garrett

José Batista da Silva Leitão foi um importante poeta e romancista português do século XIX. É considerado um dos mais importantes escritores do romantismo português.

Nasceu na cidade do Porto em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Estudou Direito em Coimbra onde adotou o nome Almeida Garrett, destacando-se como orador notável, batendo-se pelas causas que defendia.

Para além de escritor, participou também na vida política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos. Envolveu-se na guerras liberais ao lado de D. Pedro , razão porque se viu obrigado a procurar o exílio por duas vezes.

Embora se tenha dedicado a vários géneros literários, foi na poesia e no teatro que ganhou destaque.

Principais obras de Almeida Garrett:

- Camões (1825)

- Cancioneiro Geral (1843)

- Frei Luís de Sousa (1844)

- Falar Verdade a Mentir (1845)

- Folhas Caídas (1853)

Opinião

Esta peça de Almeida Garrett conta a história de Duarte Guedes, um mentiroso compulsivo, e do seu noivado com Amália. Duarte chega acompanhado de Brás Ferreira a quem pretende impressionar, começando então a contar uma série de mentiras que comprometem o seu casamento. José Félix salva Duarte da situação em que se vai enredando, fingindo ser as personagens fantasiosas que Duarte foi inventando. Tudo teria corrido bem, não fora dar-se o caso de aparecer o General Lemos em pessoa, o qual desmascarou Duarte e a farsa de José Félix. No fim, Duarte promete que nunca mais mentirá; Brás Ferreira cumpre a sua palavra e consente o casamento da filha (porque, na verdade não foi ele quem apanhou Duarte a mentir); José Félix e Joaquina recebem então o seu dinheiro.

Neste enredo, Garrett trata de um defeito humano - a mentira - de um modo divertido, condenando-a ao longo da peça, recorrendo, por vezes, à comédia. Ensina-nos que a mentira traz problemas que, por vezes, pode pôr em perigo projetos de vida. Não podemos esquecer que a mentira é um dos sete pecados capitais. Assim, penso ser melhor, por vezes, optar pela sinceridade ou pela omissão do que seguir o caminho da mentira. Apesar desta obra ter sido escrita no séc. XIX, continua e continuará a ser da atualidade. Devemos lembrar sempre o dito popular "A mentira tem perna curta".