O Estranhão

26-02-2018

Trabalho elaborado pela Sofia do Anjo, da turma C, do 8.º ano.

Elementos Paratextuais

  • Título - O Estranhão
  • Autor - Álvaro Magalhães
  • Editora - Porto Editora
  • Ilustração - Carlos Campos
  • N.º Páginas - 187

Álvaro Magalhães

  • Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951. Atualmente, escreve livros e contos para crianças. 
  • No início do ano de 1980, o autor começou por publicar apenas poesias e poemas. Em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças: Histórias com Muitas Letras. Desde então, construiu uma obra única e diversificada que conta atualmente com mais de três dezenas de títulos e que é composta por contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos. 
  • Têm-lhe sido atribuídos diversos prémios, entre os quais se destacam os prémios atribuídos pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura entre 1981 e 1985. 
  • Álvaro Magalhães é considerado um dos mais importantes escritores da sua geração, pela originalidade e singularidade e pela irreverência.

Reflexão

Este livro conta-nos a história de um rapaz de 11 anos chamado Fred, mais conhecido como Estranhão. É assim chamado pelo motivo de ter um Q.I acima da média, coisa que os rapazes da sua idade achavam estranho. Fred é um rapaz muito inteligente que gosta de escrever poemas, histórias malucas e de inventar coisas que não existem e que lhe fazem falta como chinelos luminosos (para evitar as pancadas nos móveis quando vamos à casa de banho).

Uma outra razão que faz de Fred um Estranhão é o facto de ter sempre opinião sobre tudo e sobre todos. A maior parte das coisas que nós pensamos serem simples e não terem opinião possível, no seu caso, há sempre forma de opinar e de complicar. Até sobre o Amor tem opinião e o mais esquisito é quando fala sobre a vida das baratas. Durante toda a história, a personagem vai ilustrar e explicar as suas opiniões sobre as coisas mais absurdas e vai-nos contar algumas das suas histórias e como as conseguiu ultrapassar.

Com esta história ficamos a perceber que nem todas as pessoas são iguais e nem todas pensam da mesma maneira. Cada pessoa tem a sua opinião própria e isso não deve ser motivo para ridicularizar e criticar. Nesta história, Fred é gozado e maltratado pelos colegas mais velhos por gostar mais de escrever e de ler do que fazer coisas que a maior parte dos rapazes da sua idade fazem, como jogar futebol e computador.

Na minha opinião, as crianças devem interessar-se pelo mundo que as rodeia e descobrir sempre mais sobre "ele". A população pode não pensar nisso, mas este gesto de ridicularizar e criticar pode ser considerado bullying pois as pessoas que o praticam não se apercebem, mas magoam a "vítima" fazendo com que ela desista de muita coisas na sua vida como os estudos o que pode condicionar o seu futuro.

Ninguém deve recear aquilo que gosta e deve revelar-se aos outro..

Deixo-vos com esta questão: Como seria o mundo se fôssemos todos iguais?